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Câmara aprova projeto que endurece punição para presos em saída temporária que ameaçarem mulher

Plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (15), projeto de lei que prevê a...

Câmara aprova projeto que endurece punição para presos em saída temporária que ameaçarem mulher
Câmara aprova projeto que endurece punição para presos em saída temporária que ameaçarem mulher (Foto: Reprodução)

Plenário da Câmara dos Deputados Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (15), projeto de lei que prevê a aplicação de punições mais rígidas para presos condenados por violência doméstica e familiar contra a mulher que, mesmo em saída temporária ou em regimes aberto e semiaberto, voltarem a ameaçar ou agredir a vítima e seus familiares. O texto segue para sanção presidencial. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Projeto de Lei 2083/22, de autoria do Senado, institui a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) nesses casos. O regime pode durar até dois anos e prevê cumprimento de pena em cela individual, restrição de visitas, limitação de saídas para banho de sol e monitoramento de entrevistas e correspondências. A proposta foi aprovada com parecer favorável da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, e recebeu emenda do deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), relator na Comissão de Constituição e Justiça. Denominada de Lei Barbara Penna, a proposta pretende reforçar a proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), autora do projeto, lembrou que, em 2013, Bárbara Penna "foi vítima de tentativa de feminicídio, teve o corpo incendiado, foi jogada do terceiro andar do prédio onde morava em Porto Alegre e teve seus dois filhos assassinados pelo então marido, condenado a 28 anos de prisão". "Ainda assim, ela continuou a receber ameaças dele de dentro do estabelecimento penal", diz a senadora, na justificativa da proposta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Regras mais rígidas O texto também passa a considerar falta grave a aproximação do preso da vítima ou de seus familiares durante a vigência de medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Atualmente, descumprir medida protetiva já é crime, mas exige abertura de novo processo penal. Com a mudança, a falta grave pode levar à regressão de regime, perda de até um terço dos dias remidos por trabalho ou estudo e reinício da contagem para progressão de regime. Crime de tortura O projeto ainda altera a lei que define crimes de tortura, incluindo situações em que a mulher é submetida repetidamente a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista para esse crime varia de 2 a 8 anos de reclusão.